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Revmo. Padre António Ramos

Padre Ramos Faial

Padre Ramos Faial

O Revmo. Padre António Ramos Teixeira das Silva, nasceu em Santana em 07 de abril de 1941. Foi ordenado sacerdote em 14 de agosto de 1966. Depois de cumprir a sua missão de capelão militar, na Guiné, durante a guerra colonial, rumou à Ribeira Brava, onde paroquiou a igreja matriz de S Bento, de 22 de outubro de 1975, a 19 de novembro de 1983. Durante duas décadas (1983 a 2002) assumiu a paróquia do Faial, antes de rumar ao Carmo, (C. Lobos), e, depois ao Piquinho e Preces (Machico).


Nas décadas de 1980 e 1990, teve um papel determinante na freguesia do Faial. Concluiu as obras no salão paroquial, iniciadas pelo padre Pestana Martinho, e, no ano de 2000, liderou as celebrações dos 450 anos da paróquia e freguesia do Faial. Foi o tempo de requalificação da igreja: pintura, colocação do soalho e cantarias, candelabros e vitrais.
Foram duas décadas de efervescência pastoral, social e cultural. A paróquia recuperou as antigas tradições de romagens, estivais e natalícias, o Divino Espírito Santo, nas visitas pascais, com saloias, música e a presença do pároco, as festividades reergueram-se, criou-se um grupo coral infantil, a paróquia rejuvenesceu, com a igreja a voltar a encher-se. As capelas da Penha, na Fazenda e de S António, na Fajã Grande, ganharam espaço.


O Salão paroquial tornou-se centro de atividades de catequese, representações teatrais e convívios, com a juventude, dos anos oitenta e noventa, a encontrar espaço de crescimento, convívio e formação, que os continuam a marcar. Foi um tempo de vida intensa.


As duas décadas de presença do Padre António Ramos Teixeira das Silva no Faial, foram de extrema riqueza pastoral, social e cultural. Centenas de pessoas foram marcadas pelo seu bom feitio, abertura, aceitação de todos, sem aceção, e por uma visão humanamente aberta. Valores e atitudes que cultivou e cuja prática incentivou.


Os faialenses, que com ele privamos, não o esquecemos. As marcas perduram. No momento da sua partida, não nos sobra um lamento. Antes, o agradecimento, pelo privilégio que foi ter-nos oferecido a sua amizade.


Obrigado, Irmão. Faz-nos muita falta.