A Junta de Freguesia do Faial informa que, no próximo dia 14 de junho, irá realizar um Encontro de Carros Antigos, uma iniciativa que pretende reunir amantes e proprietários de viaturas clássicas para um momento de convívio e partilha.
Convidamos todos os interessados que possuam veículos antigos e que desejem participar neste encontro a efetuarem a sua inscrição na sede da Junta de Freguesia do Faial ou através do telefone fixo da Junta.
Contamos com a vossa participação para tornar este evento num momento especial e de convívio para todos.
É com enorme alegria e espírito de comunhão que a comunidade do Faial o recebe de braços abertos. Que a sua presença entre nós seja sinal de fé renovada, união e esperança. Contamos com o seu coração pastoral, orientação espiritual e dedicação, certos de que juntos construiremos uma paróquia cada vez mais viva e fraterna.
Seja muito bem-vindo à nossa casa, que agora também é a sua.
Quando, em 20 de fevereiro de 1550, no reinado de D João III, foi a criada aquilo a que hoje se chama Freguesia do Faial, já um importante povoado existia, bem identificado, segundo relatos de então. Denominada de “Nossa Senhora do Faial”, a comunidade, pioneira no povoamento da costa norte, reconhecia, na festividade do dia 08 de setembro, de cada ano, como sua vivência maior, o seu momento identitário.
À conquista da sua autonomia territorial, juntaram-se lutas importantes, que acompanhariam, para sempre, a sua vida. O desbravamento do território, depois de ocupadas as planuras mais perto da orla costeira, foi trabalho secular, de esforço bravio. Da implantação das habitações e da agricultura e pecuária, numa orografia tão difícil, resultou a dispersão demográfica que hoje encontramos, e os socalcos que caracterizam a paisagem.
Foi de respeito mútuo, natureza e habitantes, que se construiu a paisagem do Faial de hoje. Dessa harmonização, nasceram as belezas naturais que hoje oferecemos. A orografia, dura, mas bela, a harmoniosa distribuição das habitações e a implantação dos socalcos, oferecem quadros de beleza ímpar, de cortar a respiração.
Das suas gentes, moldadas neste ambiente muito próprio, o Faial soube dar mais-valia ao mundo. Foi a nossa, importante, diáspora, espalhada por todo o planeta. Foram políticos, escritores, poetas e poetizas – João Fernandes Vieira, Dr. João Catanho de Meneses, Albino Rodrigues de Sousa, Dr. João Albino Rodrigues de Sousa, Joana de Castelo Branco, Pe. João de Freitas Ferreira, entre tantos outros. Foi a nossa “Banda Filarmónica União Recreio Faialense”, que, num ato de pioneirismo, trouxe a música filarmónica para a costa norte.
Comunidade hospitaleira, soube bem receber quem chegou mais tarde. Tantos que vieram viver, integraram-se, e tornaram-se mais-valia para a comunidade. Só neste último século, poderiam referir-se o padre César da Fonte, que ofereceu a sua liberdade e o seu ministério pela defesa das condições de vida das populações, ou o padre António Ramos, que no seu espírito congregador e, simultaneamente, reivindicativo, promoveu, de forma intensa, a comunidade faialense.
Do esforço centenário, resulta o Faial que hoje somos. Uma comunidade identificada, em torno das suas instituições, usos e tradições. Mas que reclama por melhores condições de vida, que façam jus à sua história. As estruturas de base, os caminhos e acessos, o correto aproveitamento daquilo que o território nos oferece, fazem parte do rol de necessidades, que identificamos e por cuja resolução, reclamamos.
Seguramente, estamos gratos pelo Faial que o nosso passado, comum, nos ofereceu. E sentimos, todos, a responsabilidade do legado que deixaremos aos nossos descendentes. Reivindicamos melhores condições de habitabilidade do nosso território, que permitam, aos nossos e aos forasteiros que nos porcurarem, continuar nos locais que sempre foram habitados. E carregamos o compromisso de, cada um, fazer a sua parte, por deixar um melhor território e uma mais enriquecida comunidade, aos vindouros.
Tenho imenso orgulho de pertencer a uma terra de gente laboriosa, de gente de compromisso, de gente humilde, de gente guerreira que nunca vira a cara às adversidades e que nunca deixou que a esperança morresse.
Há quem pergunte que sentido faz comemorar o dia da freguesia? Faz todo sentido, porque nos leva à revisitação das raízes; e essas são a nossa identidade, o sangue e a seiva que carregamos connosco. Ninguém está dispensado de contribuir para o engrandecimento da nossa freguesia. É, afinal, o que se pede a cada um de nós: os pés no presente, um olhar lançado sobre o passado, que é a nossa raiz, outro olhar lançado sobre o futuro, que é o nosso rumo. Não podemos viver fechados sobre nós próprios. Antes pelo contrário, teremos de saber projetar a imagem do Faial a diferentes níveis. Somos uma freguesia com pessoas empreendedoras, com empresários e empresas de sucesso, com cultura, com história e paisagens que precisam de se abrir.
Temos faialenses que desempenham e se distinguem a nível regional, nacional e até internacional e que podemos e devemos aproveitar para projetar as nossas potencialidades naturais e humanas.
Promover o bem-estar e qualidade de vida tem de ser uma prioridade fundamental para o Faial.
Temos de privilegiar a cultura, valorizar as forças vivas da freguesia e potencializar as infraestruturas que possuímos.
A freguesia do Faial está de parabéns e todos aqueles que ao longo destes anos contribuíram para o seu desenvolvimento. É sempre um renovado prazer falar da minha freguesia, do meu Faial, o meu recanto com encanto.
Faial carateriza-se pelas sublimes paisagens naturais, pelo património edificado, como a Igreja Matriz, o Fortim (Séc. XVIII), onde podemos encontrar alguns dos antigos canhões, a Capela da Penha (séc. XVII), muitos locais aprazíveis como a praia na Foz da Ribeira do Faial, de grande beleza.
No Faial podemos desfrutar de locais privilegiados para a contemplação e exaltação da natureza como o Miradouro do Guindaste, a Penha de Águia e o já referenciado Fortim entre outros.
São marcos importantes para a história da freguesia:
-Banda Filarmónica do Faial fundada nos finais do século XIX, mais concretamente a 1 de dezembro de 1895;
-a Ponte dos Sete Arcos, cuja construção se iniciou em 1904 e concluída em 1910, sendo na época a maior ponte da Madeira, com 130 metros de comprimento, parcialmente destruída a 2 de março de 1984 devido às chuvas intensas e contínuas;
-a Ponte 1 de julho inaugurada no dia 1 de julho de 1986 pelo então Presidente da República, Dr. Mário Soares;
– Incêndio da igreja matriz a 12 de setembro de 1960 e que os Faialenses com muito trabalho e empenho reedificaram.
– Associação Desportiva e Cultural do Faial, fundada a 7 de janeiro de 1978 por um grupo de cinco jovens, Luís de Carvalho, Dionísio Diogo, Leodoro Alves, Óscar Carvalho e Paulo Barcelos, (o principal mentor). A primeira iniciativa desta Associação foi a organização do Festival da Canção do Faial que se repetiu por mais de duas décadas e que muito contribuiu para a revelação de novos valores na área da música e da poesia, esta Associação continua a promover o desporto e a cultura e possui um grupo de dança Nova Geração;
–Casa do Povo do Faial, criada a 21 de abril de 1993, tendo como primeiro presidente o Dr. Rui Abreu, é outra instituição marcante no Faial. A Tuna da Casa do Povo do Faial, fundada a 16 de janeiro de 1988, por um grupo de admiradores da música foi o grupo mais representativo desta instituição.
A Exposição Regional da Anona, uma ideia que surgiu em 1990, através de uma comissão de produtores de anona da freguesia do Faial, com o objetivo de promover este fruto e seus derivados é hoje um dos grandes eventos da freguesia.
São as tuas belezas naturais, o teu povo e a tua história que hoje queremos homenagear.
Parabéns, Faial, Parabéns faialenses! Parabéns a todas as instituições da freguesia e aos seus dirigentes pelo nobre trabalho em prol de toda a freguesia!
20 de Fevereiro de 1550, o nosso Faial é designado freguesia, deixou de ser um ajuntamento de pessoas e pequenas habitações para aí sim se apresentar no mapa da ilha da Madeira já com mais orgulho do que já tinham os seus habitantes agora como Freguesia.
O Revmo. Padre António Ramos Teixeira das Silva, nasceu em Santana em 07 de abril de 1941. Foi ordenado sacerdote em 14 de agosto de 1966. Depois de cumprir a sua missão de capelão militar, na Guiné, durante a guerra colonial, rumou à Ribeira Brava, onde paroquiou a igreja matriz de S Bento, de 22 de outubro de 1975, a 19 de novembro de 1983. Durante duas décadas (1983 a 2002) assumiu a paróquia do Faial, antes de rumar ao Carmo, (C. Lobos), e, depois ao Piquinho e Preces (Machico).
O Padre Marcelino Teixeira de Freitas, filho de José Teixeira de Freitas e de Carolina Teixeira da Encarnação, nasceu no Faial 6 de dezembro de 1947. Ordenado sacerdote, da Congregação dos Padres Dehonianos (SCJ), nesta freguesia, em 27 de dezembro de 1976, dedicou, cinco décadas da sua vida, à causa social e ao serviço da igreja portuguesa.